Intenção de compra de imóveis cai para o menor patamar desde 2019

Foto: Foto: José Cruz / Agência Brasil

O número de compradores de imóveis no Brasil que declararam ter comprado um imóvel nos últimos 12 meses registrou um discreto crescimento em relação ao período anterior, passando de 12% para 13% dos participantes da pesquisa do 2º trimestre de 2025. Os dados constam da Pesquisa Raio-X FipeZAP do 2º trimestre do ano com informações sobre a evolução recente percepção e do comportamento dos agentes do mercado imobiliário. Em relação ao tipo do imóvel adquirido, a preferência por usados se manteve majoritária, abrangendo 71% dos respondentes desse grupo no trimestre analisado.

A participação de investidores entre compradores apresentou uma importante recuperação no período, passando de 31%, no 1º trimestre de 2025, para 43%, no 2º trimestre de 2025. Entre os que investiram, a preferência por alugar o imóvel para obtenção de renda prevaleceu marginalmente (52%) em relação à intenção à revenda (48%), enquanto o objetivo “morar com alguém” se destacou entre os demais compradores no 2º trimestre de 2025(67%), superando as opções de morar sozinho(19%) ou de destinar o imóvel para outra pessoa residir (14%).

No 2º trimestre de 2025, a proporção de compradores potenciais – isto é, de respondentes que declararam a intenção de adquirir um imóvel nos
próximos três meses– recuou para 33% da amostra, o menor patamar na Pesquisa Raio-X FipeZAP desde meados de 2019. Em termos de preferência, os integrantes desse grupo se distribuíram aqueles indiferentes entre imóveis novos ou usados (49%), respondentes com declarada preferência por usados (42%), além de uma minoria que buscava exclusivamente imóveis novos (10%).  Com respeito aos objetivos da compra pretendida, a intenção de destinar o imóvel para moradia se manteve majoritária(87%).

Com base em dados informados a respeito do objetivo e data de transações efetivadas no mercado, a participação de transações classificadas como investimento nos últimos 12 meses se recuperou ao longo do 2º trimestre de 2025, passando de uma média de 36% em março para 38% em
junho. No conjunto de transações identificadas como investimento pelos respondentes da pesquisa, o interesse na exploração do aluguel recuaram para 70%, após atingir o maior nível da série histórica em fevereiro (74%), ao passo que a proporção de investidores interessados na revenda cresceu de 26% para30% no mesmo recorte temporal.

Já o percentual de transações com desconto cresceu ao longo da primeira metade de 2025, passando de 63%, em dezembro de 2024, para 66%, em
junho de 2025. Quanto ao desconto médio negociado entre compradores e vendedores, as alterações foram apenas marginais: considerando todas as transações realizadas (com e sem desconto), o desconto médio oscilou entre 6% e 7% no balanço parcial do ano. Comparativamente, selecionado exclusivamente as transações que apresentaram algum desconto no valor originalmente anunciado, o percentual de desconto se manteve estável em 10% entredezembrode2024e junhode2025.

Em relação à expectativa de preços para os próximos 12 meses, a última leitura da Pesquisa Raio-X FipeZAP revela que o percentual de respondentes
que projetavam aumento nominal no valor dos imóveis recuou de 46%, no 2º trimestre de 2024, para 42%, no 2º trimestre de 2025. Comparativamente, a participação de respondentes que partilham da expectativa de manutenção dos preços atuais oscilou de 24% para 27%, enquanto o grupo de participantes que apostavam na queda dos preços registrou um pequeno crescimento no período, oscilando de 9% para 11% das respectivas amostras trimestrais. Em termos de variação projetada para os preços nos próximos12 meses, a expectativa média dos respondentes do 2º trimestre de 2025 da Pesquisa Raio-X foi revisada para uma alta nominal de 2,7%.

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