O Varejo 360, promovido pela Fecomércio-RS, iniciou sua programação nesta terça-feira, 23, na Casa do Comércio Gaúcho, em Porto Alegre, reunindo mais de 300 empresários, líderes e profissionais do setor. O encontro se consolida como um dos principais espaços de debate sobre os rumos do varejo no estado.
Na abertura, o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do comércio gaúcho. “Hoje temos a honra de recebê-los para a terceira edição do Varejo 360, um evento já consolidado no calendário, que reflete o propósito da Federação de estar ao lado das empresas, defendendo seus interesses e construindo um futuro melhor para o setor”, afirmou.
Abrindo a programação, o CEO da Aramis, Richard Stad, compartilhou sua trajetória marcada pela coragem de assumir riscos e transformar o modelo de negócio da empresa. Aos 29 anos, assumiu a presidência da marca familiar e, nos anos seguintes, liderou um processo de reestruturação que aumentou o tamanho da Aramis entre 2021 e 2023.
Segundo o palestrante, a pandemia foi um divisor de águas para a empresa: “Mudou o cenário. Essa era a realidade e eu precisava fazer algo para mudar. Olhei no espelho e falei que precisava de seis meses para fazer a empresa crescer”.
Stad também destacou a importância de se antecipar às mudanças e não se acomodar: “Faça as perguntas difíceis quando está indo tudo bem para não ter que fazer quando está indo tudo mal. O problema da mudança gradual é que ninguém percebe”.
PLATAFORMAS DIGITAIS
Na sequência, o painel reuniu a fundadora da Gaúchos Online, Simone Maria Braum, o fundador da ASAP Commerce, Vinícius Moog, e a analista de competitividade setorial no Sebrae-RS, Jociane Ongaratto, para discutir sobre as oportunidades e desafios do comércio digital.
Jociane começou destacando a dimensão do mercado on-line no Brasil. “Cerca de 20% de todo varejo mundial acontece no digital. Quase 6 milhões de brasileiros compram on-line. Isso mostra que é uma realidade competitiva, que exige esforço e estratégia do empresário”. Para ela, as plataformas digitais ampliam as possibilidades dos negócios. “O digital amplia a loja física. O próprio empresário pode ser o influenciador da sua marca”.
Simone compartilhou a experiência da Gaúchos On-line, que começou apenas no digital e, com a demanda dos clientes, migrou também para o físico. “Nascemos como uma plataforma digital, mas ao longo do tempo nosso cliente quis pegar na mão, sentir o cheiro da erva mate. Migramos para a loja física, o que relutei muito no início”.
Já Vinícius enfatizou a importância da leitura de dados no comércio eletrônico. “Vivemos numa era de dados que nos permite errar menos. Nem todo mundo entra no marketplace para vender mais; tem gente que entra para marcar presença diante do concorrente. Com estratégias, conseguimos ter alternativas dentro desses canais”.

