Industrial gaúcho permanece sem confiança, aponta FIERGS

Foto: Crédito: Divulgação/CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS), divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Sistema FIERGS, revela uma pequena redução, em fevereiro, na comparação com janeiro: de 46,3 para 46 pontos. O afastamento da linha dos 50 pontos sinaliza para um aumento na falta de confiança. A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 12 de fevereiro, antes do anúncio da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, no dia 20, que declarou ilegais algumas tarifas aplicadas ao Brasil. Foram consultadas 141 empresas, sendo 33 pequenas, 47 médias e 61 grandes.

“A pesquisa mostra que são 15 meses consecutivos de avaliação negativa entre os empresários. A indústria permanece com cenário desfavorável tanto na situação atual quanto nas expectativas futuras”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier. Segundo ele, a persistência dos juros elevados, as tarifas impostas pelos Estados Unidos e o aumento das incertezas fiscais e regulatórias, incluindo as propostas de redução da jornada de trabalho em tramitação, contribuem para explicar este quadro desfavorável. De acordo com o Icei-RS, o Índice de Condições Atuais oscilou de 41,7 pontos, em janeiro, para 41,6, em fevereiro, mostrando que a percepção de piora permanece em relação ao observado nos seis meses anteriores. Esse desempenho decorre do comportamento dos componentes que formam o cenário de condições atuais.

Mesmo que no Índice de Condições da Economia Brasileira tenha ocorrido uma variação positiva de 0,4 ponto entre janeiro e fevereiro, de 36,3 para 36,7 pontos, ele permanece muito abaixo da linha dos 50. Nesse aspecto, 51,1% dos industriais gaúchos afirmaram que a situação piorou ou piorou muito, enquanto apenas 4,3% relataram melhora. Já o Índice de Condições da Empresa caiu 0,3, fixando-se em 44,1 pontos, e 58,3% dos empresários indicaram que as condições não se alteraram.

EXPECTATIVAS

Ao mesmo tempo, o Índice de Expectativas recuou 0,3 ponto em fevereiro, passando a 48,2, indicador que permanece abaixo dos 50 pontos desde junho de 2025. São oito meses que os industriais gaúchos apresentam percepções negativas em relação aos próximos seis meses.

Entre os indicadores que integram esse índice, o de Expectativas da Própria Empresa caiu 1,2 ponto, atingindo 52,2, indicando que os empresários seguem otimistas, ainda que menos em relação a janeiro de 2026. Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira avançou 1,5 ponto, alcançando 40,3, o maior valor desde junho de 2025. Porém, por ainda se situar bastante abaixo dos 50 pontos, segue indicando perspectiva de deterioração da economia nacional.

 

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