Indicadores da FGV avalia proteção social no mercado de trabalho brasileiro

A sétima edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), e divulgado nesta quinta-feira, 15, aborda o tema da chance da proteção social. O quesito desse tema perguntava para cada trabalhador a percepção deles sobre o grau de proteção social no país com base em sua experiência pessoal.​​​​

O resultado, com dados do trimestre findo em dezembro de 2025, mostra que a maioria dos respondentes (36,26%) afirma que se sentem protegidos em termo de proteção social e em uma eventual perda de trabalho. Desde o início da pesquisa, em junho de 2025, essa é a primeira vez que essa parcela é a mais assinalada pelos respondentes.

No mesmo sentido, a parcela de respondentes que se consideram muito desprotegidos, registrou o menor valor nesse mesmo período (30,4%). Completando as proporções, 33,4% dos respondentes afirmaram que se sentem parcialmente desprotegidos, também o menor valor registrado desde junho de 2025. O saldo entre as duas opções extremas (proporção de pessoas que se sentem protegidas menos a proporção de pessoas que se sentem muito desprotegidas), chegou a ser de -4,8 pontos em agosto, e agora passa a ser de 5,7 pontos percentuais.

“O mercado de trabalho encerra 2025 em situação favorável, com taxa de desocupação no menor nível da série histórica e com evolução da população ocupada sustentada pelo avanço das ocupações formais. O resultado da sondagem corrobora esse cenário, ao mostrar que a maioria dos trabalhadores se sente protegido caso perdesse sua ocupação. A percepção de proteção é correlacionada com o emprego formal, por todos os benefícios que um emprego com registro pode proporcionar. A continuidade da evolução do emprego formal depende do ritmo da atividade econômica e a desaceleração em curso pode frear essa tendência favorável observada nesse indicador. Para 2026, a expectativa é de um mercado de trabalho ainda favorável, mas com um ritmo menos intenso do que observado em 2025”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

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