FEDERASUL e Alianças Pelotas e Rio Grande pedem uma agenda ao presidente Lula

Foto: Crédito: Freepik

A FEDERASUL e as Alianças Rio Grande e Pelotas prepararam um ofício para ser entregue ao presidente Lula durante sua visita a Rio Grande. A carta solicita apoio às políticas de Estado necessárias ao seu reerguimento após os fenômenos climáticos extremos ao longo de cinco anos, das secas à trágica enchente de 2024. Solicita atenção em oito pontos como, por exemplo, a criação do Fundo Constitucional do Sul para integrar as cadeias produtivas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O texto de duas laudas, assinado pelos três presidentes, Rafael Ferreira, Raphael Morales e Rodrigo Sousa Costa esclarece que o Estado  historicamente sempre foi uma máquina geradora de riquezas e arrecadação para o País e, enfrenta agora o endividamento no campo e na cidade, público e privado, que, somados à inversão da curva demográfica por envelhecimento prevista para 2027, podem torná-lo dependente de outras regiões, ”caso não consigamos reverter tendências sombrias”.

Destaca a necessidade de encontrar consensos rápidos que transformem nossas riquezas em desenvolvimento social, econômico e ambiental, atraindo novas ondas migratórias com oportunidades de trabalho, negócios e qualidade de vida. Cita os gargalos de infraestrutura (ferrovia desconectada do restante do Brasil; obras inacabadas de acesso ao Super Porto; a conexão gaúcha ao Mercosul) que, somados às ameaças burocráticas aos projetos privados que desejam investir no Estado, pairam como uma tempestade sobre o futuro dos gaúchos e do Brasil.

A carta solicita atenção a oito itens: apoio político institucional na implantação da Térmica a gás em Rio Grande; a integração ferroviária completa dos portos do sul com sudeste e centro-oeste por novo modelo de concessão que estimule a concorrência de usuários para redução de fretes; projeto enfrentando gargalo rodoferroviário no acesso ao Super Porto do Rio Grande; qualificação da Conexão Mercosul c/ duplicação da BR290 de Uruguaiana à POA por modelo de concessão sem outorgas pelo critério de menor tarifa por km concedido; integração do gasoduto Argentina/Brasil para competitividade industrial da metade sul; apoio no destravamento da lei federal para reservação de água para irrigação e amortecimento de cheias, bem como política pública para refinanciamento das dívidas rurais oriundas da sucessão de estiagens e enchentes, resgatando capacidade de crédito; o Fundo Constitucional do Sul integrando as cadeias produtivas gaúchas, catarinenses e paranaenses à um projeto de Brasil responsável pela segurança alimentar mundial, pela segurança energética e mineral mundial, com resiliência climática e arrecadatória e uma  om para que os empreendedores gaúchos possam abordar a melhor condução das pautas tratadas.

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