Economia retraiu 0,6% em julho, na comparação com junho, diz FGV

O Monitor do PIB-FGV aponta retração de 0,6% na atividade econômica em julho comparado a junho, na análise da série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,7% em julho e 2,2% no trimestre findo em julho. A taxa acumulada em 12 meses até julho foi de 2,9%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Em termos monetários, a estimativa é que o PIB em valores correntes, no acumulado até julho de 2025, tenha sido de R$ 7,269 trilhões.

“A retração de 0,6% da economia em julho, em comparação a junho, é reflexo de quedas em diversos componentes do PIB. Pela ótica da produção, a agropecuária e a indústria retraíram e, pela ótica da demanda, o consumo das famílias e os investimentos também registraram quedas. Destaca-se a resiliência do setor de serviços, que cresceu nos sete primeiros meses do ano. Embora, em julho, os serviços tenham ficado praticamente estagnados (0,1%), se mantiveram em terreno positivo, mesmo com o evidente contexto de desaceleração da economia”, segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.

CONDUMO DAS FAMÍLIAS

A desaceleração do consumo das famílias, iniciada no segundo semestre de 2024, alcançou, no trimestre terminado em julho, a menor taxa de variação (1,4%), desde o trimestre móvel terminado em fevereiro de 2022 (0,7%). Destaca-se a contribuição do consumo de não duráveis, a primeira taxa negativa desde o trimestre terminado em março de 2022. Os demais componentes do consumo contribuíram positivamente para o resultado.

O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi observado em todos os seus segmentos. Apesar disso, é notável a trajetória declinante deste componente desde o início do ano. O segmento de construção e, principalmente, o de máquinas e equipamentos têm reduzido as suas contribuições positivas ao longo do ano, o que tem colaborado para a desaceleração da FBCF.

EXPORTAÇÃO

A intensificação observada no crescimento das exportações é explicada, principalmente, pelo aumento das contribuições positivas nas exportações de produtos da extrativa, bens intermediários e bens de capital. A única contribuição negativa foi a exportação de produtos agropecuários.

O crescimento das importações no trimestre foi, majoritariamente, devido ao bom desempenho nas importações de bens intermediários. Embora em magnitudes menores, a maior parte dos segmentos das importações também contribuiu positivamente para o resultado deste componente, sendo apenas negativa a contribuição das importações de produtos da extrativa.

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