Copom anuncia hoje decisão sobre taxa Selic diante do cenário de crise no Oriente Médio

Foto: Crédito: Getty Images/Blend Images

Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central acabará nesta quarta-feira, 18, após o fechamento do mercado, com a dúvida de investidores e analistas do mercado financeiro. Os diretores do comitê divulgam uma nova composição da taxa Selic, se com redução ou manutenção, Analistas se dividem entre um corte da taxa Selic de 0,25 a 0,50 ponto percentual, já que havia sido sinalizado o recuo na última reunião, em janeiro, mas também há aqueles que falam na manutenção dos  percentual de 15% ao ano em vigor. Essa decisão acontece com uma composição menor do Copom, que tem dois assentos vagos em sua diretoria, desfalque que ainda pode persistir por várias reuniões diante de um clima difícil para o governo no Senado.

O petróleo a US$ 100 por barril já levou a Petrobras a reajustar o preço do diesel, introduzindo novos vetores inflacionários – mesmo que minimizado por medidas de isenção de impostos e subvenções pelo governo federal – num momento em que o IPCA de fevereiro veio acima do esperado e a desinflação de serviços no acumulado em 12 meses foi interrompida. Ao mesmo tempo, a atividade econômica tem surpreendido positivamente, com resultados acima do consenso na produção industrial, nas vendas do varejo e no setor de serviços.

A segunda Super Quarta de 2026 tem como desafio equilibrar estímulo a uma economia fraca sem subestimar riscos inflacionários. A desaceleração da inflação brasileira em fevereiro, maior do que o esperado, abre espaço para possíveis cortes na Selic, atualmente em 15% ao ano. No entanto, pressões externas, como a alta dos preços de energia devido a conflitos geopolíticos, podem limitar reduções mais agressivas, exigindo cautela por parte do Comitê. O mercado projeta uma queda moderada de 0,25% ou manutenção da taxa, interpretando a decisão de março também como sinal do ritmo futuro da política monetária em 2026. 

“A situação da guerra, a alta do petróleo e os índices de inflação têm causado certo incômodo. As apostas de corte de meio ponto (50 pontos-base) diminuíram bastante, e agora a maioria dos analistas acredita em uma queda de 0,25%, ou até mesmo que não haverá corte, isso ainda é uma possibilidade. Contudo, o cenário base que acreditamos ocorrer é de um corte de pelo menos 0,25% já na reunião de amanhã”, estima Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.

ENTENDA A SELIC

A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

(*) Com R7 e Investing.com

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