Confiança do Consumidor subiu pelo segundo mês consecutivo, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1,0 ponto, para 88,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,6 ponto, para 87,4 pontos. A segunda alta consecutiva da confiança do consumidor consolida a trajetória de recuperação gradativa do indicador, iniciada em março de 2025, após as perdas incorridas no fim do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).

“O resultado foi impulsionado pela melhora da percepção sobre o presente e das expectativas futuras, além de ter sido notadamente influenciado pela alta da confiança das famílias de menor renda. Entre os demais quesitos, destaca-se a segunda queda consecutiva do indicador de situação financeira atual e da forte queda do indicador que mede o ímpeto de compras de bens duráveis. O quadro do mês sinaliza um consumidor menos pessimista dada a manutenção do emprego e da renda junto a uma trajetória de queda da inflação nos últimos meses. Por outro lado, os níveis de inadimplência e a alta taxa de juros comprometem uma melhora mais robusta da confiança”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE. 

A alta do ICC de outubro foi influenciada pelos índices nos dois horizontes temporais da pesquisa. O Índice de Expectativas (IE) e o Índice de Situação Atual (ISA) variaram na mesma medida, com alta de 1,0 ponto, alcançando 92,8 e 83,0 pontos, respectivamente.

Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação econômica local atual avançou 2,3 pontos, para 95,5 pontos e o indicador de situação financeira atual da família caiu em 0,3 ponto, para 70,8 pontos, em sua segunda queda seguida. Entre os quesitos do IE, o indicador de situação econômica local futura avançou 2,3 pontos, para 106,9 pontos, maior nível desde outubro de 2024 (107,2 pontos). A situação financeira futura da família também avançou, subindo 5,8 pontos, para 89,7 pontos. Apenas o indicador de compras previstas de bens duráveis variou negativamente, em 5,6 pontos, para 82,6 pontos.

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