Autorização da ANP para a Refinaria Riograndense vai beneficiar o Porto de Rio Grande

Foto: Crédito: Ascom PortosRS/Divulgação

A autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedida para a Refinaria Riograndense processar matéria-prima 100% renovável em unidade de refino e para a comercialização de gás liquefeito de origem renovável (Bio‑GL) significa o início da operação da primeira biorrefinaria do Brasil. O investimento será de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 6 bilhões) no projeto de conversão da Refinaria instalada no município de Rio Grande, marcando um avanço no uso de combustíveis de origem vegetal e no alinhamento da matriz energética brasileira às metas de transição ecológica.

O projeto de conversão da Refinaria Riograndense prevê a substituição da atual estrutura de refino de petróleo por uma planta de processamento de insumos renováveis. O empreendimento tem como base tecnológica a cooperação entre a refinaria e a Petrobras, cujos testes de coprocessamento foram validados pela ANP em escala industrial.

Nesse contexto, a Portos RS destaca sua participação no apoio logístico ao projeto, em especial quanto à infraestrutura do Porto de Rio Grande, que será um dos pontos estratégicos para o escoamento de produtos e recebimento de insumos. “A Portos RS tem atuado como parceira no desenvolvimento logístico do projeto, especialmente no planejamento das operações de importação de insumos e exportação de derivados renováveis por meio do Porto de Rio Grande, que será uma das bases estruturantes dessa nova cadeia produtiva”, afirmou o gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima.

Estima também reforçou a disposição da companhia em contribuir com outras iniciativas produtivas e sustentáveis no Estado. “Parabenizamos a direção da refinaria pelo avanço do projeto e reforçamos que a Portos RS segue como parceira das iniciativas que utilizam a logística do Estado para impulsionar o desenvolvimento produtivo.”

GANHOS

As autorizações concedidas pela ANP incluem mudanças na permissão vigente da refinaria, viabilizando o uso de óleo vegetal como matéria-prima principal, além da validação técnica do Bio‑GL como produto equivalente ao GLP tradicional. Estudos laboratoriais e testes práticos confirmaram que o novo combustível pode ser utilizado com segurança e eficiência em equipamentos residenciais sem necessidade de adaptação, além de oferecer potencial de redução de até 70% nas emissões de gás carbônico (CO₂).

A expectativa é que a iniciativa impulsione uma nova frente produtiva no setor energético nacional, com impactos positivos para a economia gaúcha e ganhos em segurança energética e sustentabilidade ambiental.

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