Alta do dólar, redução do frete e procura aquecida sustentam valorização no mercado interno.
O mercado brasileiro do complexo soja segue em forte valorização, de acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A alta é resultado de uma combinação de fatores que vêm sustentando as cotações, como a maior procura pelo grão, a valorização do dólar frente ao real e a redução dos custos de transporte.
Pesquisadores explicam que o câmbio aquecido estimulou as negociações nos portos, gerando uma disputa mais acirrada entre os compradores domésticos e os importadores. Essa competição tem mantido os preços firmes e garantido ritmo intenso de comercialização, especialmente nas regiões ligadas ao escoamento da safra.
Outro ponto relevante é a diminuição dos gastos com frete, que acabou fortalecendo as cotações no interior do país. Esse movimento ampliou a atratividade da soja brasileira para agentes de diferentes regiões e sustentou os preços internos em patamares elevados.
Com isso, os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná para a soja em grão atingiram as máximas do ano, consolidando o bom momento da commodity no mercado nacional.
No segmento de derivados, as negociações também permanecem aquecidas. O destaque vai para o farelo de soja, cujas vendas para exportação registram forte demanda. Pesquisadores do Cepea apontam que os consumidores domésticos, atentos às recentes valorizações e receosos de novas altas mais expressivas, intensificaram as aquisições do produto para garantir a recomposição dos estoques.
Dessa forma, o mercado do complexo soja no Brasil mantém-se em trajetória de firmeza, sustentado por fatores cambiais, pela pressão da demanda internacional e pela movimentação estratégica de agentes internos.
(*) com R7

