Mais de 60% dos profissionais já usam I.A. toda semana, revela pesquisa

Foto: Créditos: Freepik

A inteligência artificial já faz parte da rotina de grande parte dos profissionais brasileiros que participaram de uma pesquisa realizada pela Catho, plataforma gratuita de empregos. O levantamento revela que 61,1% utilizam ferramentas de IA diariamente ou algumas vezes por semana. Entre os entrevistados, 33,9% recorrem à tecnologia algumas vezes por semana, enquanto 27,2% fazem uso diário.

A percepção sobre os impactos da tecnologia também é predominantemente associada a benefícios. Para 44,7% dos respondentes, o principal efeito da IA sobre a carreira é o aumento da produtividade, enquanto 21,4% afirmam que a tecnologia contribui para o aprendizado de novas habilidades. Em contrapartida, 5,5% apontam o receio de perder espaço profissional como principal impacto, indicando que os ganhos práticos ocupam posição de destaque entre as respostas.

“A inteligência artificial está transformando a maneira como os profissionais executam atividades, acessam informações e desenvolvem novas competências. O avanço do uso dessas ferramentas mostra que parte dos trabalhadores já identifica aplicações práticas para a tecnologia. O desafio agora é ampliar esse conhecimento, permitindo que mais pessoas consigam utilizá-la de maneira estratégica e alinhada às necessidades de suas funções”, analisa Fabio Maeda, diretor de Growth & Experience da Redarbor Brasil, detentora da Catho.

Apesar da expansão do uso, a pesquisa mostra que a tecnologia ainda não provoca mudanças perceptíveis na rotina de todos os participantes. Segundo o levantamento, 19,9% afirmam que a IA não alterou sua rotina profissional, enquanto 8,6% dizem que ainda não sabem como utilizá-la. Outros 10,5% declaram nunca ter usado ferramentas de inteligência artificial, evidenciando diferentes níveis de familiaridade com a tecnologia.

TRANSFORMAÇÕES

A preparação para acompanhar as transformações tecnológicas também foi investigada. Entre os entrevistados, 59% se consideram preparados ou muito preparados para lidar com as mudanças. Por outro lado, 30,7% avaliam que não estão nem preparados nem despreparados, enquanto 9,9% se classificam como despreparados ou muito despreparados. O resultado mostra que, embora a maioria demonstre confiança em sua capacidade de adaptação, ainda existe uma parcela relevante de profissionais que enfrenta dúvidas ou dificuldades diante das novas exigências.

“Utilizar uma ferramenta de inteligência artificial não significa, necessariamente, estar preparado para todas as transformações que ela pode provocar no mercado de trabalho. À medida que novas aplicações são incorporadas às empresas, cresce a importância de desenvolver habilidades relacionadas à análise crítica, à interpretação das informações e ao uso responsável da tecnologia. A capacitação precisa acompanhar essa evolução para que os profissionais consigam aproveitar as oportunidades que surgem”, explica Maeda.

Quando questionados sobre as competências mais importantes para o profissional do futuro, 51,3% dos entrevistados apontam conhecimentos em inteligência artificial, colocando a tecnologia entre as habilidades mais valorizadas. A adaptabilidade lidera a lista, com 53,9%, seguida pela inteligência emocional, mencionada por 49,9%, e pelo aprendizado contínuo, citado por 42,3%. Os resultados revelam que, na percepção dos participantes, a preparação para o futuro envolve a combinação entre domínio tecnológico e habilidades humanas.

Essa preocupação também se reflete nas intenções de qualificação. Entre os 1.094 participantes que responderam à pergunta sobre áreas de investimento em desenvolvimento profissional, 30,3% afirmam que pretendem investir em conhecimentos de inteligência artificial. Além disso, 39,6% dos entrevistados da amostra geral apontam a ampliação da capacitação em IA e tecnologia como uma das prioridades para o mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos.

“A preparação para o futuro do trabalho não depende apenas de conhecer novas ferramentas. Competências como adaptabilidade, inteligência emocional e capacidade de aprender continuamente serão importantes para acompanhar as mudanças. A inteligência artificial pode ampliar a produtividade e apoiar decisões, mas o desenvolvimento profissional continuará exigindo uma combinação entre conhecimento tecnológico e habilidades humanas”, conclui Fabio.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Estado leva ao debate global da COP31 a defesa do financiamento climático multinível
Ozone leva tecnologia para reúso de água ao pódio de programa nacional
Economia Azul avança na Região Sul e prepara expansão no RS
Cox vence leilões de projetos de transmissão de energia elétrica no Brasil
Papai Noel dos Correios inicia na próxima terça no RS
Ibovespa B3 sobe 1,39%, termina semana no azul, e dólar vai a R$ 5,50
Balança comercial tem maior superávit para outubro desde 1989
McDonald’s expande atuação no RS e inaugura seu 63º restaurante
Mercado gaúcho de veículos registra o melhor acumulado desde 2015