Analistas apostam em queda do IPCA-15

Foto: Crédito: Getty Images/Blend Images

O dia de quarta-feira será marcado pela divulgação do IPCA-15, com expectativa de queda de 0,31% na comparação mensal e 4,34% na comparação anual Já os dados do mercado de trabalho, previstos para a quinta e sexta-feira, do Caged e do IBGE, devem mostrar uma taxa de desemprego de 5,4% e uma criação líquida de 115 mil empregos formais em julho.

A principal contribuição para o resultado deverá vir da energia elétrica residencial, devido ao pagamento do bônus de Itaipu, efeito temporário que será parcialmente devolvido em setembro. Também é esperada queda das passagens aéreas, menor intensidade da deflação dos alimentos e aceleração dos bens industrializados devido ao reajuste do IPI sobre cigarros. Os núcleos devem permanecer comportados, mas a inflação subjacente de serviços pode apresentar variação mensal um pouco maior.

“A manchete negativa, portanto, não será suficiente para definir a interpretação do Copom. Um resultado abaixo do esperado, acompanhado por serviços e núcleos benignos, reforçaria a possibilidade de outro corte de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro”, comenta Leandro Manzoni, analista da Investing.com para quem se a deflação vier concentrada na energia enquanto os componentes persistentes aceleram, o espaço adicional para flexibilização será menor.

MERCADO DE TRABALHO

Já o mercado de trabalho terá dois testes importantes no fim da semana. Na quinta-feira, o IBGE divulgará a taxa de desemprego de julho. A taxa, porém, não será a única informação relevante. O mercado também observará se a estabilidade recente da massa de rendimento real pode dar lugar a uma redução. Esse componente ajuda a medir a renda efetivamente disponível para o consumo e pode oferecer um sinal mais sensível sobre a perda de força da economia do que a taxa de desemprego isoladamente.

“Uma redução da massa salarial, principalmente se acompanhada por menor rendimento médio ou desaceleração da ocupação, reforçaria a percepção de que o mercado de trabalho começa a transmitir os efeitos da política monetária para o consumo. A manutenção em patamar elevado ainda funcionaria como amortecedor para a atividade”, diz Manzoni.

O dia também concentra a divulgação da Sondagem de Construção, do INCC-M, além do Fluxo Cambial Semanal e do ICEI – Resultados setoriais. Já na quinta-feira, 27, a agenda inclui a Sondagem da Indústria, o Saldo em Transações Correntes, o Investimento Direto no País, e a PNAD Contínua – Taxa de Desemprego.

Na sexta-feira, 28, será o dia mais movimentado. Estão programados o IGP-M, a Sondagem do Comércio, a Sondagem do setor de serviços, o Saldo de Crédito, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias Extrativas e de Transformação, o Caged – Emprego Formal, o Resultado Primário do Governo Central e a Definição da bandeira tarifária da energia elétrica.

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