Depois de uma semana tranquila em relação a indicadores na economia doméstica, o período entre os dias 24 e 28 de agosto terá dados que interessam aos analistas de mercado. Os destaques do período ficam com os dados de inflação e mercado de trabalho no Brasil, que serão divulgados na metade da semana.
O IPCA-15 será divulgado na quarta-feira, 26, com expectativa de queda de 0,31% na comparação mensal e 4,34% na comparação anual, como reflexo da queda nos preços de energia por conta do bônus de Itaipu. Já os dados do mercado de trabalho, previstos para a quinta e sexta-feira, do Caged e do IBGE, devem mostrar uma taxa de desemprego de 5,4% e uma criação líquida de 115 mil empregos formais em julho.
Antes disso, a agenda doméstica abre a semana com a divulgação o IPC-S da terceira leitura, com a FGV, o Boletim Focus do Banco Central e a Balança Comercial Semanal, todos nesta segunda-feira, 24. Na terça-feira (25), está prevista a Sondagem do Consumidor.
A quarta-feira, 26, concentra a divulgação da Sondagem de Construção, do INCC-M e do IPCA-15, além do Fluxo Cambial Semanal e do ICEI – Resultados setoriais. Já na quinta-feira, 27, a agenda inclui a Sondagem da Indústria, o Saldo em Transações Correntes, o Investimento Direto no País, e a PNAD Contínua – Taxa de Desemprego.
Na sexta-feira, 28, será o dia mais movimentado. Estão programados o IGP-M, a Sondagem do Comércio, a Sondagem do setor de serviços, o Saldo de Crédito, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias Extrativas e de Transformação, o Caged – Emprego Formal, o Resultado Primário do Governo Central e a Definição da bandeira tarifária da energia elétrica.
EUA
Na agenda internacional, os investidores acompanharão uma série de indicadores relevantes nos Estados Unidos ao longo da semana. Nos Estados Unidos, a revisão anual dos dados do “payroll” de criação de empregos será divulgada na sexta-feira, 28, e deve ser o principal destaque. Na quarta-feira, será divulgado o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) de julho, medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed). A expectativa é de avanço de 0,2% no núcleo do indicador.
No mesmo dia, também será conhecida a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que poderá trazer revisões importantes em relação à leitura preliminar, especialmente nos componentes de consumo e investimento.

