Em junho de 2026, o índice de atividades turísticas caiu 3,4% frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 3,8%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 6,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em junho de 2026, 6,2% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.
Regionalmente, 16 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-3,4%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-3,8%), seguido por Rio de Janeiro (-2,0%), Paraná (-3,9%), Distrito Federal (-4,7%) e Minas Gerais (-1,8%). Em sentido oposto, Alagoas (1,8%) apontou o único resultado positivo.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de atividades turísticas no Brasil apresentou retração de 5,3%, quarto resultado negativo seguido. Neste mês, o índice foi pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam no ramo de transporte aéreo de passageiros. Em termos regionais, 14 das 17 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram queda nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-6,9%), seguido por Paraná (-12,1%), Pernambuco (-12,9%), Distrito Federal (-12,0%) e Ceará (-16,0%). Em contrapartida, Bahia (6,3%), Rio de Janeiro (1,2%) e Alagoas (2,4%) exerceram os principais impactos positivos do mês.
No acumulado de janeiro a junho de 2026, o agregado especial de atividades turísticas caiu 0,9% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pela menor receita obtida por empresas do ramo de transporte aéreo de passageiros. Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas, onde sobressaíram as perdas vindas de Minas Gerais (-5,1%), seguido por São Paulo (-0,9%), Paraná (-5,3%), Pernambuco (-6,8%) e Santa Catarina (-5,3%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (5,4%) liderou os ganhos do turismo, seguido por Bahia (3,8%), Espírito Santo (2,6%) e Mato Grosso (3,4%).
Transportes de passageiros e de cargas
Em junho de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil recuou 4,0% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, registrando, assim, a segunda queda seguida, com perda acumulada de 5,1%. Dessa forma, o segmento se encontra 1,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 24,6% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Já o volume do transporte de cargas apontou variação negativa de 0,1% em junho de 2026, após apresentar variação nula (0,0%) em maio. Dessa forma, o segmento se situa 5,8% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 36,1% acima de fevereiro 2020.
No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros recuou 11,1% em junho de 2026, terceiro resultado negativo seguido; ao passo que o transporte de cargas mostrou expansão de 0,5% no mesmo tipo de confronto.
No indicador acumulado de janeiro a junho deste ano, o transporte de passageiros caiu 2,9% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas mostrou ligeiro acréscimo de 0,4% no mesmo intervalo investigado.

