O Ibovespa B3 teve dia negativo nesta terça-feira (11), ao fechar em queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos. De olho em dados de inflação e com o cenário eleitoral entrando nos holofotes de vez, o índice recuou com a cautela do mercado.
No exterior, os investidores viram as negociações em Ormuz esfriarem, com o Irã voltando a reafirmar que o estreito não será reaberto sem que suas condições sejam atingidas. Além disso, a cautela se soma, enquanto é aguardado os dados de inflação dos Estados Unidos, divulgados amanhã, e que podem impactar a definição dos próximos passos do Fed.
No cenário doméstico, o principal gatilho para o pessimismo foi a divulgação da ata do Copom, que reforçou um tom duro e cauteloso na condução da política monetária. Esse posicionamento do Banco Central ganhou ainda mais peso com a divulgação do IPCA de julho, que registrou uma alta de 0,07%, superando levemente as estimativas do mercado, que aguardava um avanço de apenas 0,03%.
“Mesmo que o IPCA tenha retornado ao teto da meta e dado certo espaço de manobra no curto prazo ao Copom, como destacamos mais cedo, o cenário ainda é desafiador. No contexto atual, com a maior dependência do Ibovespa de fluxo estrangeiro e o cenário geopolítico incerto, o mercado doméstico tem se mostrado particularmente sensível ao noticiário”, afirmou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 172.385,51 pontos na máxima intradiária e 167.568,94 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 31,8 bilhões. O dia no Brasil também afetou o câmbio, que viu a moeda norte-americana ganhar força ante o real. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,98%, a R$ 5,16.
(*) com B3

