O Ibovespa B3 viveu dia favorável, com os investidores mais otimistas em relação à inflação brasileira. A principal referência acionária da bolsa ganhou 0,70%, aos 176.564,75, nesta terça-feira, 28. O motivo do clima no cenário local veio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que ficou em 0,06% em julho deste ano. A taxa ficou abaixo das observadas no mês anterior (0,41%) e em julho de 2025 (0,33%). Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,51% neste ano e de 4,52% em 12 meses.
“O principal destaque baixista veio do grupo de alimentação e bebidas, que possui peso relevante no índice e recuou 0,54%, após meses de altas consecutivas. Lembrando que esse é um grupo mais volátil. Já do lado das pressões, habitação permaneceu como o grupo de maior impacto, com avanço de 0,97% no mês, refletindo o aumento da energia elétrica”, apontou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
No lado da economia global, além de manter no radar as atualizações da situação no Oriente Médio, os olhares se voltam para a decisão do Federal Reserve, sobre os juros nos Estados Unidos. Segundo o FedWach Tool, da CME, a probabilidade é cerca de 70% na manutenção dos juros e de 30% para uma alta de 0.25 pontos percentuais.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 178.538,64 pontos na máxima intradiária e 175.326,40 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 22,2 bilhões. A moeda norte-americana se valorizou ante o real nesta terça-feira, com o mercado em cautela prévia com a decisão de juros do Fed amanhã. No fim do dia, o dólar comercial ganhou 0,20%, a R$ 5,12.
(*) com B3

