Audiência pública debate concessão das ferrovias do Sul

Foto: Crédito: Freepik

Acontece nesta quarta-feira, 29, a audiência pública que discute a perspectiva do transporte ferroviário da Malha Sul, que compreende a linha férrea do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O atual contrato de concessão com a Rumo termina em março de 2027. O encontro em Porto Alegre é o terceiro de uma séria que começou em Brasília (dia 16/07), em Curitiba nesta segunda-feira, e Florianópolis (31/07).

Recentemente, a Federasul organizou um encontro Tá na Mesa o secretário nacional de Transporte Ferroviária, Leonardo Ribeiro, o secretário estadual de Logística e Transportes do RS, Clóvis Magalhães, e do secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, quando houve um alerta que poderá ocorrer uma extensão contratual durante a transição da atual concessionária com a vencedora do leilão.

Mesmo encerrado em meados de 2025, Magalhães e Amaral citaram que o relatório final do GT não havia sido disponibilizado aos estados. Além do estudo, outros documentos considerados fundamentais para análise do projeto pelas pastas não puderam ser acessados por estarem resguardados por “sigilo empresarial”. O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, chegou a propor um encontro antes da audiência para debater o tema e ter o acesso ao relatório, o que não aconteceu.

O secretário de Logística e Transportes do RS, Clóvis Magalhães, ao analisar o projeto inicial do ministério, aponta que o modelo, em fez de expandir a malha, propõe uma redução na linha férrea. Entre as críticas feitas pelo representante gaúcho no encontro, está a previsão do projeto em desativar, até 2030, trechos como Cruz Alta-Ijuí e Ijuí-Santo Ângelo, além de não considerar reconexão da malha até Passo Fundo, regiões consideradas essenciais para a produção agrícola e industrial no RS.

No novo projeto, está prevista a utilização de 2 mil quilômetros da malha gaúcha, 47% a menos que na concessão original. Para ele, a proposta não traz melhorias de traçados ou de operação, mas apenas a recuperação de parte do trecho sucateado pela atual concessionária. “Hoje, o Rio Grande do Sul é um cemitério de vagões. O modelo que está proposto não atende as necessidades do Estado”, concluiu Magalhães.

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