Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em junho, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a deflação dos alimentos no domicílio e o menor reajuste da tarifa de energia elétrica. Em termos absolutos, o segmento de renda alta foi o que apresentou a maior taxa de inflação em junho (0,24%), enquanto as menores variações de preços foram registradas nas faixas de renda muito baixa e média alta (0,12%). Por certo, a queda dos alimentos no domicílio, ocorrida em junho, explica essa desaceleração mais intensa da inflação nas classes de renda mais baixas, dado o peso desse item nas suas cestas de consumo, ao passo que a alta das passagens aéreas manteve a inflação do segmento de renda alta mais pressionada.
No acumulado do ano, até junho, as faixas de renda muito baixa e baixa são as que apresentam a maior inflação (3,59%), impactadas, especialmente, pelos reajustes de 5,3% dos preços dos alimentos no domicílio, de 3,6% da energia elétrica e de 6,5% dos produtos de higiene nos seis primeiros meses de 2026. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (3,07%), beneficiada pelas deflações de 13,2% e de 5,4% dos transportes por aplicativo e dos pacotes turísticos. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa ainda registra a menor inflação (4,21%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (5,22%).


