BNDES e Ministério das Cidades projetam expansão em 93 km de linhas de transporte coletivo de Porto Alegre até 2054

A região metropolitana de Porte Alegre, no Rio Grande do Sul, tem potencial para ampliar em 93 quilômetros a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) até 2054. Com isso, ampliará de 740 mil para 948 mil o número de pessoas atendidas. A rede, que conta com 81 km, pode chegar a 174 km de extensão. Os dados são do Boletim Informativo nº 4 do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades. Somadas, as 21 maiores regiões metropolitanas (RMs) do país tem potencial para expandir em cerca de 2,5 mil km as redes de TPC-MAC até 2054. Segundo esta edição do ENMU, as Redes Futuras de transporte incluem novos trechos de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos (VLT), bus rapid transit (BRT) e corredores exclusivos de ônibus. Em Porto Alegre, o estudo aponta que Rede Futura alcançará 34,5% no indicador PNT (People Near Transit). O indicador, criado pela organização global Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), mensura o percentual o percentual da população de uma região metropolitana que reside em um raio de até 1 km do transporte coletivo. “Estamos fortalecendo o planejamento urbano com base em dados concretos, que nos permitem identificar prioridades e orientar ações de médio e longo prazo. Nosso foco, com a mobilidade urbana, é tornar o transporte coletivo mais eficiente, dinâmico e sustentável, assegurando qualidade de vida à população. Reduzir o tempo de deslocamento, com conforto e segurança, transforma a forma como as pessoas vivem, acessam oportunidades e se relacionam com as cidades”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho. “O investimento em corredores de transporte mais eficientes é uma política pública necessária para ampliar o acesso a oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente das populações mais carentes. Além disso, contribui para o aumento da produtividade e a dinamização da economia nas grandes cidades. Na região metropolitana de Porto Alegre, a expansão projetada significa um acréscimo de 115% na rede base atual, com efeitos também para redução do número de acidentes e das emissões de poluentes e gases do efeito estufa, além do melhor uso do espaço público”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. CRESCIMENTO Outro indicador que seria impactado é o RTR (Rapid Transit to Resident), que compara a população urbana de cidades com mais de 500 mil habitantes com a extensão das linhas de TPC-MAC. Esse indicador permite avaliar o ritmo de crescimento da infraestrutura em relação ao crescimento demográfico nas áreas urbanas. O boletim número 4 do estudo também mostra o impacto de outras políticas públicas de incentivo ao uso de transporte público na mobilidade urbana. Em Porto Alegre, com a implantação da Rede Futura completa, o RTR alcançaria 45. O índice é próximo ao registrado em cidades que são benchmark internacional, como Londres (44,7) e Nova Iorque (47,7). Segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), as Redes Futuras de transporte representam a expansão em 2.500 km, que inclui novos trechos de metrôs, trens, VLT, BRT e corredores exclusivos de ônibus. O estudo prevê mais 323 km de linhas de metrô, 96 km de trens urbanos, 1.930 km de sistemas de BRT, VLT ou monotrilho, e 157 km de corredores de ônibus. Atualmente, as 21 regiões metropolitanas pesquisadas, distribuídas nas cinco regiões do país, têm 2.007 km de rede de transporte público. São elas: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Santos, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Distrito Federal, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Fortaleza, Belém e Manaus. Nesta etapa foram avaliados 400 planos e projetos identificados no Boletim Informativo nº 3, divulgado em março deste ano. Do total, quase 200 projetos com foco em sistemas de TPC-MAC têm demanda suficiente e serão capazes de ampliar o acesso da população nos próximos 30 anos.

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