IPCA-15 em Porto Alegre chega a 0,50% de alta em junho, aponta IBGE

Foto: Crédito: Freepik

A prévia da inflação de junho foi de 0,41%, 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,62%). Os grupos Alimentação e Bebidas (0,74% e 0,16 ponto percentual) e Habitação (0,72% e 0,11 ponto percentual) contribuíram positivamente no resultado geral, respondendo por cerca de 66% do resultado do mês. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (25) pelo IBGE, aponta ainda que, no ano, o índice acumula alta de 3,45% e, em 12 meses, 4,80%, acima dos 4,64% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,26%. O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado trimestralmente, situou-se em 1,93%. Porto Alegre, com 0,50%, registrou a terceira maior variação entre as capitais pesquisadas.

Entre produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA-15, os maiores impactos sobre o índice geral vieram da energia elétrica residencial (2,04% e 0,08 ponto percentual), batata-inglesa (29,42% e 0,06 ponto percentual), da passagem aérea (7,24% e 0,05 ponto percentual), do tomate (17,27% e 0,05 ponto percentual), da higiene pessoal (1,03% e 0,04 ponto percentual) e do feijão-carioca (14,29% e 0,02 ponto percentual). Já entre os subitens com impactos negativos neste mês, destacaram-se gasolina (-0,73% e -0,04 ponto percentual), etanol (-5,30% e -0,04 ponto percentual), seguro voluntário de veículo (-3,40% e -0,03 ponto percentual), café moído (-3,69% e -0,02 ponto percentual) e frutas (-0,96% e -0,01 ponto percentual).

A alimentação no domicílio saiu de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. No lado das quedas destacam-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).

Os preços do grupo Habitação desaceleraram de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado de junho (0,08 ponto percentual), com a vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumido e reajustes tarifários em algumas das áreas pesquisadas.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os destaques são para os artigos de higiene pessoal (1,03%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% reflete a incorporação de reajuste de 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vigente a partir de maio de 2026. No grupo Transportes (-0,03%), houve aumento na passagem aérea (7,24%), ônibus urbano (1,18%) e automóvel novo (0,42%). Entre os recuos, se destacam os combustíveis (-1,22% e -0,08ponto percentual), em termos de impacto.

REGIONAIS

Entre as 11 localidades onde os preços são coletados para o cálculo do IPCA-15, a maior alta foi registrada em Brasília (0,93%), por conta das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). O menor resultado (0,28%) foi no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador. No Rio, destacam-se a hospedagem (-5,98%) e o seguro voluntário de veículos (-4,69%). Em Curitiba, destacam-se os recuos do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-1,05%). Já em Salvador, os destaques ficam com o café moído (-5,00%) e a gasolina (-1,53%).

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