Transição energética – Rio Grande completa um ano da assinatura do projeto-piloto

Foto: Crédito: Divulgação

No próximo sábado, 13, o município do Rio Grande celebra um ano da assinatura da parceria e colaboração empresarial que oficializou o Aura Sul Wind, o pioneiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil. Liderada pela japonesa Japan Blue Energy (JB Energy) em cooperação com empresas parceiras, academia e governos – federal, estadual e municipal, entre os quais a Prefeitura rio-grandina –, a iniciativa consolida o Rio Grande como o coração da transição energética na América do Sul, na avaliação do professor e CEO da JB Energy, Rodolfo Gonçalves.

Na semana passada, na Conferência Brazil Offshore Wind and Power-to-X realizada em Natal (RN), Gonçalves anunciou a conclusão com sucesso da Fase 1 (estudos de viabilidade e definição de grupos de trabalho) e o início imediato da Fase 2 do projeto Aura Sul Wind, focada no detalhamento de engenharia, no desenvolvimento da cadeia de suprimentos local e nos estudos sócio-ambientais para obtenção da Licença Prévia Ambiental.

Na apresentação da nova fase do projeto, em evento na sede da Prefeitura Municipal, em maio deste ano, o CEO da empresa japonesa enfatizou o caráter revolucionário da iniciativa para a região. Disse que “existirá offshore wind antes e depois do Aura Sul Wind”. O executivo da empresa reafirmou o protagonismo global e a relevância estratégica que o município do Rio Grande assume no cenário mundial à medida que o projeto se concretiza.

A engrenagem do projeto une a presença de ventos de classe mundial — caracterizados por uniformidade, altas velocidades, e previsibilidade — à robusta infraestrutura logística do complexo do Porto do Rio Grande, que oferece o calado profundo e a expertise naval necessários para a movimentação e montagem de megaestruturas marítimas. Essa base física ganha sustentação com o envolvimento histórico da Furg e o contar com centros de inovação e tecnologia, como o Oceantec, criando um ambiente integrado capaz de capitanear a pesquisa tecnológica e formar a mão de obra altamente qualificada exigida pelo setor. Soma-se a esse arranjo a presença estratégica do SimCosta, o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira, que confere ao Município a melhor e mais completa infraestrutura para medições e dados oceanográficos e meteorológicos de todo o território nacional.

Diferente das torres fixadas no leito do oceano, o Aura Sul Wind utilizará a inovadora tecnologia japonesa Raijin Float. Trata-se de bases flutuantes feitas de módulos de concreto pré-moldado, um material amplamente dominado pela indústria civil brasileira. As estruturas serão totalmente construídas e montadas dentro do próprio distrito industrial do Rio Grande, São José do Norte e região, antes de serem rebocadas para o mar. A estimativa das empresas parceiras é que a consolidação desse hub de fabricação gere entre 5 mil e 10 mil empregos diretos e indiretos na região até o início das operações, previsto para o final desta década, somente com o projeto piloto, número que pode se multiplicar nas fases comerciais seguintes.

 

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