Em maio, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em todas as capitais brasileiras, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE em parceria com a Conab. Entre abril e maio de 2026, as elevações mais importantes ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%), Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%), Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 952,20), seguida por Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em São Luís (R$ 651,15), Aracaju (R$ 652,73), Rio Branco (R$ 689,11) e Porto Velho (R$ 689,88). A comparação dos valores da cesta, entre maio de 2025 e maio de 2026, mostrou que quase todas as cidades pesquisadas tiveram alta de preço, com variações entre 0,79%, em Boa Vista, e 14,29%, em Recife. A única taxa negativa foi observada em São Luís (-2,52%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 3,45%, em São Luís, e 21,94%, em Recife. Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
TEMPO
Em maio de 2026, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 ou 4,93 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621,00. Em abril, o valor necessário era de R$ 7.612,49 e correspondeu a 4,70 vezes o piso mínimo. Em maio de 2025, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.528,56 ou 4,96 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00. Em maio de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais foi de 105 horas e 50 minutos, maior do que o registrado em abril,
quando ficou em 100 horas e 52 minutos. Já em maio de 2025, considerando as 27 capitais analisadas, a jornada média foi de 104 horas e 47 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, em maio de 2026, 52,01% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em abril, 49,57% da renda líquida. Em maio de 2025, considerando as 27 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 51,49%.

