A semana econômica será marcada por três frentes principais: a divulgação de dados de inflação no Brasil, nos EUA e na China; a visita do presidente americano, Donald Trump, à China para encontro com o presidente Xi Jinping; e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, com impacto direto sobre o petróleo. A agenda também inclui indicadores de atividade no Brasil e nos EUA, relatórios sobre petróleo e commodities agrícolas, discursos de dirigentes de bancos centrais e a reta final da temporada de balanços no Brasil.
No Brasil, que divulga os dados na terça-feira, 12, o IPCA de abril será observado tanto pelo índice cheio quanto pela composição. Segundo a XP Investimentos, o avanço dos preços deve ser de 0,7% no mês, abaixo da alta de 0,88% registrada em março, mas ainda influenciado pelo choque de oferta provocado pela alta do petróleo. Além de combustíveis e alimentos in natura, a atenção estará nos serviços e nos núcleos de inflação. O Banco Daycoval projeta desaceleração do índice em 12 meses e estabilidade na margem, mas ainda vê pressão em núcleos, especialmente nos itens intensivos em trabalho.
Nos EUA, o CPI de abril será o principal dado da semana. A expectativa é de alta de 0,6% no índice cheio, abaixo do avanço de 0,9% do mês anterior. O núcleo, que exclui alimentos e energia, deve acelerar de 0,2% para 0,4% na base mensal. “A leitura será importante para avaliar se o impacto do petróleo ficou concentrado em combustíveis ou se começa a aparecer em componentes mais persistentes da inflação”, diz Leandro Manzoni, analista da plataforma Investing.com.
Na quarta-feira, 13, o índice de preços ao produtor dos EUA complementa a leitura sobre pressões de custos na economia americana. Trump visita Xi Jinping em Pequim Donald Trump visita a China nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com Xi Jinping. Será a primeira viagem presidencial americana ao país desde 2017. O encontro, originalmente previsto para março, foi adiado em razão do envolvimento militar dos EUA contra o Irã.
SEMANA
A semana começa com o Banco Central divulgando o Boletim Focus nesta segunda-feira, 11. O relatório permitirá acompanhar se houve nova deterioração das expectativas de inflação para 2027 e 2028, horizontes relevantes para a condução da política monetária. Na terça-feira, 12, o Departamento de Agricultura dos EUA divulga relatório com projeções de preços e produção para commodities agrícolas, como soja, milho e trigo.
Na quarta-feira, 13, serão divulgados a segunda prévia do PIB do primeiro trimestre da zona do euro e as vendas no varejo de março no Brasil. Na quinta-feira, 14, saem as vendas no varejo de abril dos EUA e a inflação ao produtor de abril do Japão. A leitura do varejo americano será acompanhada como sinal da força do consumo, enquanto o dado japonês ajuda a medir pressões de custos em uma economia que segue em processo de normalização monetária.
A semana termina na sexta-feira, 15, com a divulgação no Brasil do volume de serviços de março, indicador importante para avaliar a atividade econômica doméstica. Nos EUA, sai a produção industrial de abril. A semana também terá discursos de dirigentes do Federal Reserve e do Banco Central Europeu, além do encontro bimestral do BIS, nos dias 10 e 11 de maio. Pelo lado brasileiro, participam Gabriel Galípolo, Nilton David e Paulo Picchetti. No Brasil, a reta final da temporada de balanços concentra empresas relevantes para diferentes setores da economia, entre elas Petrobras, BTG Pactual, Natura, Banco do Brasil, CSN, Casas Bahia, Nubank e MRV.

