Dia das Mães deve manter força no RS mesmo com orçamento apertado

Foto: Crédito: Diego Dias/Divulgação

Mesmo diante de um cenário de orçamento mais pressionado, o Dia das Mães deve manter sua força no Rio Grande do Sul, acompanhando a tendência nacional de alta intenção de compra e reafirmando a data como a segunda mais importante para o varejo. É no que acredita a Federação Varejista do RS, a partir de dados de uma pesquisa da CNDL/SPC Brasil em parceria com a Offerwise. A consulta ocorreu no mês de abril com 60 pessoas nas 27 capitais do país, aponta que 78% dos brasileiros pretendem presentear, movimentando cerca de R$ 37,91 bilhões,

Principal indutora de vendas para o varejo no primeiro semestre, a data se apresenta, portanto, como grande oportunidade para o comércio do Rio Grande do Sul, onde muitas cidades mantêm o comércio de rua como principal canal de compra – contrabalançando os 29% nacionais que comprariam em shoppings. Conforme a pesquisa, 79% dos consumidores pretendem comprar em lojas físicas. “O Dia das Mães é a segunda mais importante do ano para o comércio, atrás apenas do Natal. Para muitos lojistas, sustenta o caixa e permite mais clareza e certeza no planejamento para o restante do ano”, observa o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner.

Embora 66% dos consumidores percebam preços mais caros do que em 2025, a data carrega um apelo emocional robusto, com 87% dizendo “dar um jeito” de comprar o presente. Nesse sentido, a pesquisa antecipada de preços se torna fundamental. No Brasil, 77% dos consumidores devem realizar isso com mais frequência com até 15 dias de antecedência. No Rio Grande do Sul, esse movimento costuma ocorrer ainda mais cedo. “A pesquisa de preço deixa de ser apenas um hábito e se torna uma ferramenta de planejamento financeiro. É fundamental que o consumidor celebre a data, mas sempre respeitando o planejamento doméstico para evitar um endividamento que comprometa os meses seguintes”, diz Pioner.

Neste ano, o ticket médio nacional deve ficar em R$ 294. Além de uma queda nominal de R$ 4, há uma redução no número de itens comprados – de 2,02 para 1,68 presente por consumidor, em média. Entre os presentes mais procurados, roupas, calçados e acessórios lideram com 53%, seguidos por itens de beleza (50,4%). No Rio Grande do Sul, a chegada do frio tende a intensificar ainda mais a procura por vestuário. Além dos presentes, o comportamento de consumo no Estado também é influenciado por fatores culturais. A Federação Varejista do RS destaca a forte tradição do almoço de Dia das Mães. “Isso amplia o impacto da data para além do varejo de bens, beneficiando restaurantes, supermercados, açougues e padarias”, observa Pioner.

Outro traço relevante é quanto à forma de pagamento. Nacionalmente, 68,2% dos consumidores devem optar por pagar à vista, com destaque para o Pix (52,4%). No varejo gaúcho, a tendência é de uma adesão ainda maior a esse comportamento, refletindo um perfil mais conservador e cuidadoso com o endividamento.

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