ACPA debate projetos prioritários da Câmara de Vereadores

Foto: Crédito: Evandro Leal/Divulgação

O MenuPOA, promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), foi realizado durante reunião-almoço, nesta terça-feira. 31, e teve como convidado o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Moisés Barboza (PSDB). O vereador apresentou as prioridades e projetos da Câmara Municipal para Porto Alegre em 2026. No momento Vitrine, o presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Tiago Dinon Carpenedo, convidou os presentes para o 39º Fórum da Liberdade, que acontece nos dias 9 e 10 de abril, no Prédio 40 da PUCRS.

Antes do painel principal, o escritório de advocacia Rossi, Maffini & Milman Advogados foi homenageado pelos 60 anos de atividade. A presidente da ACPA, Suzana Vellinho Englert, entregou uma placa a CEO da empresa, Mônica Canellas Rossi.

A presidente da ACPA também deu as boas-vindas aos convidados e enfatizou o papel da entidade nos temas relevantes para a cidade. “Nós, do setor produtivo, acreditamos profundamente no diálogo como ferramenta de transformação. E é exatamente por isso que encontros como o MenuPOA são tão importantes, eles aproximam quem empreende de quem legisla, quem investe de quem decide, quem gera emprego de quem constrói as regras do jogo”, disse.

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre deixou claro que o ano legislativo de 2026 tem um foco inegociável: a votação e aprovação do novo Plano Diretor da cidade. “A prioridade um é o plano diretor. A dois também é o Plano Diretor”, enfatizou Barboza.

O vereador destacou a importância de debater o Plano Diretor, classificando-o como o projeto mais importante da vida legislativa da cidade. Segundo ele, trata-se da espinha dorsal do planejamento urbano, responsável por ditar as regras de mobilidade, preservação do meio ambiente, adensamento populacional, desenvolvimento econômico e a tão necessária geração de emprego e renda.

Porém, o cálculo para a aprovação do Plano Diretor exige um grande esforço concentrado dos vereadores. De acordo com Moisés Barboza, o projeto original recebeu um total de 500 emendas. Uma articulação política recente permitiu a apreciação de 154 delas em uma única sessão – somando-se a outras 50 já votadas anteriormente –, o que representou um ganho de aproximadamente um mês de trabalho no cronograma oficial.

O presidente também foi enfático ao afirmar que embates entre figuras nacionais não trazem benefícios. “Lula e Bolsonaro não estão nem aí para o Plano Diretor de Porto Alegre, eles não sabem da importância disso”.

Barboza ainda lamentou que, mesmo limitando o tempo de fala a cinco minutos regimentais – com a promessa de cortar o microfone de quem ultrapassar o limite –, o efeito cascata de vereadores respondendo uns aos outros sobre pautas ideológicas consome facilmente mais de uma hora de trabalho útil da Câmara.

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