Planejamento financeiro ganha espaço entre porto-alegrenses, aponta CDL POA

Foto: Crédito: Freepik

O planejamento financeiro começa a ganhar mais espaço na percepção dos porto-alegrenses. Pesquisa realizada pela CDL Porto Alegre ao longo de 2025, na Capital, mostra que 72,2% da população pretende estabelecer alguma meta financeira para 2026, percentual significativamente superior ao registrado para 2025 (50,5%) e para 2024 (35,3%). O movimento ocorre em um contexto de pressão sobre o orçamento das famílias. De acordo com o Indicador de Inadimplência da CDL POA, 37,30% dos adultos de Porto Alegre estavam com restrição em crédito, cheque ou protesto em fevereiro de 2026, renovando o recorde da série histórica e evidenciando os desafios enfrentados por parte da população para equilibrar as finanças.

Diante desse cenário, a CDL Porto Alegre dará continuidade em 2026 ao seu programa gratuito de Educação Financeira, que orienta a população sobre organização do orçamento, controle de gastos e definição de metas financeiras. Em 2025, 170 pessoas foram formadas gratuitamente pelo curso promovido pela entidade.

Os dados da pesquisa também indicam que a maior parte da população mantém uma situação financeira considerada estável: 51% dos entrevistados afirmam ter uma saúde financeira estável, ou seja, conseguem manter as contas em dia, mas sem sobra significativa de recursos. Outros 24,5% avaliam sua situação como boa e 11,6% como excelente, enquanto 12,9% consideram sua condição financeira precária.

Quando questionados sobre o próprio perfil financeiro, 31,1% se definem como poupadores, afirmando conseguir guardar parte da renda para emergências ou objetivos específicos. O mesmo percentual, 31,1%, afirma ser gastador, ou seja, costuma gastar o que ganha sem formar reservas. Já 16,8% dizem investir parte da renda, 15,2% relatam deixar o dinheiro parado sem investir, e 5,8% afirmam enfrentar dívidas recorrentes.

Para o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, responsável por conduzir o curso de educação financeira da entidade, os dados mostram que a organização das finanças pessoais vem ganhando relevância no cotidiano das famílias.

“Os números indicam que cresce a consciência sobre a importância de planejar as finanças. Definir metas financeiras é um passo fundamental para organizar o orçamento, evitar o endividamento e construir segurança no longo prazo. A educação financeira ajuda justamente a transformar essa intenção em práticas concretas no dia a dia”, afirma.

Frank destaca que o acesso à informação e a ferramentas de planejamento pode impactar diretamente a qualidade de vida das famílias. “Quando as pessoas aprendem a controlar gastos, estabelecer prioridades e criar reservas, passam a tomar decisões mais conscientes. Isso reduz a pressão do endividamento e permite um planejamento mais equilibrado para o futuro”, acrescenta.

A pesquisa mostra, ainda, que 40,5% dos entrevistados já participaram de algum curso ou evento sobre educação financeira, enquanto a maioria ainda não teve acesso a esse tipo de iniciativa.

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