O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 14 capitais e diminuiu em outras 13 onde o DIEESE, em parceria com a Conab, realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Em fevereiro de 2026, o preço da cesta básica de Porto Alegre apresentou queda
de -1,07% em relação a janeiro. A cesta custou R$ 786,84. Na comparação com fevereiro de 2025, o valor aumentou 2,22% e, no ano, 0,33%.
Entre janeiro de 2026 e fevereiro de 2026, 10 dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: batata (-10,28%), óleo de soja (-5,62%), banana (-3,43%), manteiga (-3,12%), arroz agulhinha (-2,14%), açúcar refinado (-1,72%), tomate (-1,42%), café em pó (-1,24%), farinha de trigo (-0,72%) e carne bovina de primeira (-0,64%). Outros três itens apresentaram elevação de preço: feijão preto (5,49%), leite integral (1,78%) e pão francês (0,85%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 13 produtos: tomate (48,40%), café em pó (18,29%), pão francês (4,75%), carne bovina de primeira (3,03%) e batata (1,89%). Os alimentos que tiveram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-31,50%), feijão preto (-28,95%), leite integral (-12,45%), manteiga (-3,80%), açúcar refinado (-3,18%), óleo de soja (-2,35%), farinha de trigo (-1,20%) e banana (-0,78%).
No ano, ou quando se compara o custo da cesta entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, quatro produtos registraram alta: tomate (25,86%), feijão preto (6,50%), pão francês (1,44%) e carne bovina de primeira (0,71%). Os seguintes alimentos apresentaram queda de preço: batata (-20,25%), óleo de soja (-9,71%), banana (-6,80%), arroz agulhinha (-5,30%), café em pó (-3,69%), manteiga (-2,19%), leite integral (-1,72%),
açúcar refinado (-1,30%) e farinha de trigo (-0,48%).
REMUNERAÇÃO
Em fevereiro de 2026, o trabalhador de Porto Alegre remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 106 horas e 47 minutos para adquirir a cesta básica. Em janeiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 107 horas e 57 minutos. Em fevereiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 111 horas e 34 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em fevereiro de 2026, 52,48% da renda para adquirir a cesta. Em janeiro de 2026, esse percentual correspondeu a 53,05% da renda líquida e, em fevereiro de 2025, a 54,82%.
No país, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00. Em janeiro, o valor necessário era de R$ 7.177,57 e correspondeu a 4,43 vezes o piso mínimo. Em fevereiro de 2025, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00. Em fevereiro de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica, nas 27 capitais pesquisadas, foi de 93 horas e 53 minutos, maior do que o registrado em janeiro, quando ficou em 93 horas e 47 minutos. Já em fevereiro de 2025, considerando as 17 capitais com série histórica completa, a jornada média foi de 104 horas e 48 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em fevereiro de 2026, 46,13% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em janeiro, 46,08%. Em fevereiro de 2025, considerando as 17 capitais com série histórica completa, o percentual médio ficou em 51,50%.

