Empresas inadimplentes sanaram 39,1% das dívidas negativadas, revela Serasa Experian

Foto: Foto: José Cruz / Agência Brasil

O Indicador de Recuperação de Crédito das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, revelou que, do total de dívidas das companhias negativadas em outubro no Sul, 39,1% foram renegociadas ou pagas em até 60 dias do mês de referência, ou seja, até dezembro. Os dados também mostraram que Santa Catarina teve o melhor desempenho (41%) e o Rio Grande do Sul apresentou o menor índice (38,1%). No âmbito nacional, 37,2% das dívidas negativadas em outubro de 2025 foram pagas ou renegociadas em até 60 dias após o mês de negativação, ou seja, até dezembro. O resultado representa uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação com setembro de 2025 (38,4%) e um recuo de 1,8 p.p. frente a outubro de 2024 (39%). “O atual ambiente de juros elevados, combinado com maior seletividade na concessão de crédito, pressiona a capacidade de regularização das empresas no curto prazo. Esse cenário altera a composição da carteira inadimplente, exigindo dos credores estratégias mais eficientes de negociação para evitar que dívidas inadimplidas recentes avancem para faixas de atraso mais longas, onde a recuperação se torna mais difícil”, avalia a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack. Ainda de acordo com o indicador, na análise setorial das dívidas negativadas recuperadas, o Varejo apresentou a maior taxa de recuperação, com 43,6%. Em seguida aparecem o segmento “Outros”, que engloba indústrias, empresas do setor primário e do terceiro setor (42,3%), e “Utilities” (41,4%). Já o setor de Securitizadoras registrou o menor percentual, com 1,4%. Entre os diferentes valores de dívida inadimplidas, as de até R$ 500 apresentaram a maior taxa de recuperação, com 47,2% dos compromissos quitados ou renegociados. Na sequência apareceram as dívidas negativadas acima de R$ 10 mil (43,2%) e as entre R$ 500 e R$ 1.000 (40,9%). Na visão da Camila, o desempenho da recuperação de crédito por valor da dívida reflete a capacidade de pagamento das empresas e a estratégia de priorização dos compromissos. “As dívidas negativadas de menor valor tendem a apresentar taxas mais elevadas de recuperação no curto prazo, pois são mais fáceis de serem regularizadas e exigem menor esforço financeiro das empresas. Já nos valores mais altos, a recuperação depende mais de renegociação e da estrutura financeira do negócio. Esse comportamento reforça a importância de uma atuação ágil dos credores, sobretudo em um ambiente de juros elevados, em que o custo do crédito influencia diretamente as decisões sobre quando e como regularizar os compromissos”, complementa. ESTADOS No recorte por Unidades Federativas (UFs), o melhor desempenho foi registrado no Piauí (62,3%), seguido por Maranhão (55,1%), Ceará (53,1%), Espírito Santo (53,0%) e Acre (52,0%). Os menores percentuais foram observados no Distrito Federal (20,8%), São Paulo (28,4%), Amapá (32,7%), Mato Grosso do Sul (33,7%) e Alagoas (35,8%).  

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