Inflação do Liquida Porto Alegre desacelera, aponta levantamento da CDL da capital

Foto: Créditos: divulgação

O Liquida Porto Alegre termina no próximo dia 28 de fevereiro. A campanha promocional, que se mantém como a mais lembrada entre as ações comerciais locais, conta com a participação de mais de 4 mil lojas e parceria do Banrisul. Levantamento realizado pela entidade em janeiro mostra que a campanha apresenta índice de lembrança cerca de duas vezes superior ao de outras promoções da cidade, especialmente aquelas promovidas por shopping centers. Em 2026,

A inflação associada aos produtos mais procurados durante o Liquida Porto Alegre 2026 registrou alta de 0,74% no acumulado de 12 meses até janeiro, indicando um cenário de preços relativamente estáveis para os consumidores. O resultado representa desaceleração em relação à edição anterior, quando o índice havia alcançado 1,17%. No mesmo período, o IPCA cheio da Região Metropolitana de Porto Alegre avançou de 3,41% para 5,06%, evidenciando que os itens típicos da campanha tiveram comportamento mais favorável na média. Os dados integram estudo técnico elaborado pela Assessoria Econômica da CDL Porto Alegre.

A estimativa parte de levantamento realizado pela CDL POA em parceria com a Vitamina Pesquisa junto a consumidores da Capital, identificando as categorias com maior intenção de compra na janela promocional. Eletrodomésticos lideram o interesse (30,9%), seguidos por eletrônicos (23,0%), roupas e acessórios (22,3%) e itens de casa e decoração (15,1%). Na sequência, o índice de preços foi calculado com base na seleção de 30 dos itens que integram o termômetro do IBGE.

Segundo o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, a desaceleração do indicador está diretamente ligada ao comportamento de preços de bens duráveis, especialmente da linha branca e de tecnologia. “Parte da explicação deriva da importância relevante dos eletrodomésticos e dos eletrônicos na composição do indicador. Fatores como o ciclo de vida curto — lançamentos contínuos forçam a redução dos valores dos modelos precedentes —, os ganhos de produtividade que diminuem os custos de fabricação, a concorrência acirrada e a acessibilidade de informações nas plataformas de e-commerce são algumas das causas que justificam as deflações”, afirma.

Entre os exemplos citados pelo estudo estão quedas expressivas nos preços de itens como ar-condicionado (-11,3%), televisor (-7,4%), computador pessoal (-5,9%), máquina de lavar roupa (-5,7%), refrigerador (-4,2%) e fogão (-3,3%). A investigação também revela que produtos de vestuário e calçados tiveram aumentos mais significativos ao longo do período, com destaque para a calça infantil (11,3%), sandálias e chinelos (9,4%) e sapatos femininos (7,1%).
De acordo com a CDL Porto Alegre, o resultado reforça a percepção de que a campanha ocorre em um ambiente favorável para compras, com preços menos pressionados justamente nos segmentos mais lembrados pelos potenciais compradores. O estudo técnico completo está disponível mediante solicitação à Assessoria Econômica da entidade.

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