Pela primeira vez e prestes a completar 105 anos de história, em Maio de 2026, o Palácio Piratini passou a contar com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Em um marco histórico para a gestão pública e ambiental do Rio Grande do Sul, a iniciativa representa um avanço significativo na adoção de práticas sustentáveis no coração do Poder Executivo estadual e reforça o compromisso do Governo com a responsabilidade ambiental e o uso eficiente dos recursos públicos.
A empresa escolhida por meio de processo licitatório para elaborar e implementar o PGRS foi a Botanismo Soluções Ambientais, sediada em Sapiranga, que concluiu o trabalho em Dezembro e envolveu desde a coleta detalhada de informações até a elaboração técnica dos documentos, passando pela entrega dos produtos iniciais, capacitações, entrega final dos planos de gerenciamento e a conclusão dos serviços.
Foram elaborados três documentos estratégicos: o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Complexo Piratini, o Plano de Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde e o Plano de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil. Os planos abrangem todas as dependências do Complexo do Palácio Piratini, localizado na Praça Marechal Deodoro, no Centro Histórico de Porto Alegre, incluindo a Ala Governamental, Ala Residencial, Galpão Crioulo, Oficina de Restauro, jardins e prédios administrativos da Casa Civil, além dos imóveis da Rua Duque de Caxias.
O PGRS é um documento técnico obrigatório para grandes geradores de resíduos, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). Ele estabelece procedimentos para o manejo adequado dos resíduos, desde a geração até a destinação final, garantindo conformidade legal, eficiência na gestão, redução de impactos ambientais e proteção à saúde dos trabalhadores e da população. Segundo a sócia-diretora da Botanismo Soluções Ambientais, Keli Bernardes, o diagnóstico detalhado foi um passo fundamental para a construção do plano.
“O levantamento de todos os resíduos gerados é muito importante para definir sua classificação, formas de segregação e acondicionamento para que ocorra uma coleta e destinação final ambientalmente adequada”, destacou. Para ela, o PGRS vai além de uma exigência legal. “O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é um instrumento que visa garantir o tratamento e a destinação final correta dos materiais descartados, evitando impactos ambientais e promovendo eficiência no uso dos recursos públicos”, afirmou.
Além da elaboração dos planos, a Botanismo Soluções Ambientais também foi responsável por ministrar uma série de oficinas de capacitação e reuniram servidores que atuam no Complexo Piratini, ligados à Casa Civil, Casa Militar, Secretaria de Comunicação e Gabinete do Governador. As oficinas marcaram mais uma etapa da implantação do PGRS, com foco na conscientização, na correta separação, coleta e destinação dos resíduos sólidos.
O plano contempla, de forma integrada e responsável, todos os tipos de resíduos gerados no complexo, estabelecendo metas de redução, reutilização e reciclagem, além de diretrizes claras sobre responsabilidades, monitoramento e educação ambiental. Como próximo passo, a Casa Civil prevê a criação de uma Comissão Permanente de Gestão de Resíduos, que ficará encarregada de acompanhar as ações, avaliar resultados e propor melhorias contínuas.

