Fecomércio-RS Debate retrata o empreendedorismo

Rebeldes sempre têm asas, são outsiders, não têm preconceitos. O perfil foi traçado pelo fundador da grife masculina Reserva, Rony Meisler, durante o Fecomércio-RS Debate, realizado nesta terça-feira, 27, em que falou sobre o tema “Rebeldes têm asas”, provocando os presentes a transcender fórmulas e construir negócios com alma.

“Tem uma frase que eu adoro pois temos que ser exemplo daquilo que a gente prega. É melhor segurar um louco do que empurrar burro. Nos negócios somos meio louco, não no sentido de rasgar dinheiro, mas de quebrar os paradigmas, de se questionar com relação aos preconceitos mercadológicos que todos têm”, disse.

Para ele, é preciso furar a bolha do status quo e fazer diferença e se diferenciar. “No Brasil de hoje, da economia de hoje, a gente consegue ser um pouco assim”, comentou.

No seu entendimento a matéria-prima do empreendedor é o problema pois empreender nada mais é do que resolver o problema das pessoas. “Você descobre que alguém tem algum problema, desenvolve uma solução para esse problema e faz o consumidor usar esse problema. Então, um país que tem problemas tão graves, não à toa, é um poço de oportunidade para quem quer empreender”, sinaliza.

Segundo ele, as desigualdades são um motivo do empreendedorismo, que são os problemas sociais do Brasil. Além disso, quanto mais se empreende, maior a criação de renda, emprego, mas também a maior desigualdade.

Rony fundou a Reserva em 2006, um negócio de moda masculina. “Quando eu comecei, a frase mais estimulante que eu recebi era as pessoas me perguntando se o homem comprava roupa. A gente cresceu muito esse negócio no país, num nível que a gente nunca sonhou que cresceria. Um negócio que chegou a R$ 2 bilhões de faturamento no ano passado, vendendo roupa para homem. Isso é a prova da pujança e da oportunidade que o Brasil tem.

A Reserva foi vendida para a Arezzo&Co em 2020, por R$ 715 milhões, em um acordo que envolveu pagamento à vista e ações. A operação foi estratégica para ambas as empresas, com a Arezzo buscando ampliar seu portfólio no varejo de vestuário e a Reserva se tornando parte de um maior conglomerado de moda. 

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