Perfil de consumo muda e exige marcas mais conscientes e funcionais

O consumidor de hoje já não é mais o mesmo. Mais estratégico, exigente e atento, ele busca marcas que entreguem valor real, simplifiquem a vida e tenham um posicionamento claro. Um estudo feito pela Koin, fintech especializada em “Buy Now, Pay Later” (BNPL) em 2024, aponta que 87,5% dos consumidores brasileiros preferem comprar roupas de marcas que adotem práticas sustentáveis.

Para Maicon Dias, especialista em marketing, neurociência e comportamento, e CEO da Gampi e sócio da LYP Branding & Estratégia, o consumidor de 2025 prioriza valor real, simplicidade e coerência ao pensar em consumir uma marca. Segundo o especialista, o cenário global instável — com tensões geopolíticas, eventos climáticos extremos e cadeias de suprimento sob pressão — somado ao contexto econômico brasileiro, marcado por inflação, juros altos e custo de vida elevado, fez com que o consumidor mudasse sua forma de escolher e comprar.

“As decisões deixaram de ser automáticas. Hoje, há mais intenção e critério. As pessoas querem funcionalidade, durabilidade e transparência. E tudo isso precisa caber no bolso”, afirma.

CONSUMO CONSCIENTE

Maicon observa que o consumidor de 2025 valoriza marcas que simplificam a experiência, oferecendo processos de compra ágeis, intuitivos e acessíveis, tanto no ambiente físico quanto no digital. Ele reforça que atendimento eficiente e conveniência deixaram de ser diferenciais. “São o básico. Quem não entrega isso, perde relevância.”, complementa.

Outro ponto destacado é o crescimento de modelos de consumo mais conscientes, como assinaturas, economia circular e reúso. Para o especialista, essas alternativas ganham espaço por aliar praticidade, custo-benefício e impacto positivo: “Não é só sobre economizar. É sobre fazer escolhas com mais sentido.”

A inovação segue sendo um elemento valorizado, mas com um novo foco. Em vez de impressionar com recursos exagerados, o consumidor quer soluções reais para problemas reais. “Hoje, o valor percebido está diretamente ligado à utilidade — não mais à novidade pela novidade.”, aponta Maicon.

Além disso, o especialista em marketing, neurociência e comportamento fortalece que temas como bem-estar, saúde mental e sustentabilidade deixaram de ser pautas complementares: “O consumidor quer marcas com discurso coerente, práticas consistentes e abertura para o diálogo. Quem finge ou exagera, perde espaço”.

Maicon Dias conclui que nenhuma marca conseguirá atender a todas as expectativas ao mesmo tempo, mas reforça que o caminho está em identificar quais valores se conectam com a essência da marca e investir com excelência nesse foco. “Em um mundo instável, quem não entrega valor real, não sustenta relevância.”

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